O Banheiro 360° - Propósito/Histórico/Apresentação

O BANHEIRO 360° - Propósito / Histórico / Apresentação em Palestras

P ropósito : Transformar a maneira e forma como as pessoas vivem, a partir do espaço que elas ocupam. O rigem   da Startup,  O problema ...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Uso de resíduos industriais para fabricação de concreto dispara nos EUA


O uso de resíduos de várias origens para a fabricação de blocos de concreto tem crescido nos Estados Unidos à medida que leis mais severas de preservação ao meio ambiente encarecem o custo dos bota-fora para as indústrias de construção civil, e com o aumento da consciência ambiental da sociedade, segundo o co-diretor do Centro Mundial de Tecnologia de Concreto, Eric Krebs.

"Já está começando a ficar economicamente viável usar resíduos [na indústria]," disse Krebs em entrevista à Revista Sustentabilidade. "Os preços para destinar resíduos aos aterros nos Estados Unidos tem crescido mais de 30% nos últimos dois anos, e em estados com legislações mais avançadas, já dobrou".

Os fabricantes de blocos de concreto no país norte-americano investem a cada dia para testar novos materiais que substituam tanto o agregado do bloco – o material físico – quanto o cimento, que é usado como liga.

Um dos materiais mais usados atualmente são as cinzas de carvão que sobram da geração de energia elétrica, mas materiais como vidro moído, resíduos de pneus, fibra de madeira, plásticos, resíduos de papel, entre outros materiais, também são utilizados.

Segundo Krebs, a cinza de carvão é uma liga viável já que possui alto teor de cálcio, o que permite ser o substituto de cimento. Além da reutilização, a substituição de materiais considerados nobres também pode reduzir o preço do produto final de concreto, que pode ser aproximandamente 10% menor.

A oferta deste material tem crescido porque as indústrias estão preferindo vender para os fabricantes de concreto, e assim, reduzir seus custos. Hoje, por exemplo, paga-se entre US$30 e US$50 por tonelada de cinza, o que se compara com US$5/tonelada há seis anos.

"Uns quinze anos atrás, as indústrias pagavam para se livrar dos resíduos, hoje elas vendem", lembrou.

Mas para os fabricantes de bloco, no entanto, a coisa não é tão simples. Apesar do incentivo de mercado e da regulamentação ambiental mais forte, cada material precisa ser testado para ver se atende às normas técnicas nacionais de resistência e usabilidade. Além disso, é preciso adequar os produtos para as variadas condições climáticas dos Estados Unidos.

"Um bloco que tenha uma resistência adequada no sul pode não servir em regiões abaixo de zero", explicou.

Krebs calcula que leva-se cerca de 90 dias finalizar os testes e botar um novo produto no mercado.

Não é só nos Estados Unidos que este movimento acontece. Na Índia, por exemplo, o governo determinou que todos os produtos de concreto devem ter pelo menos 5% cinzas de carvão.

"É um bom começo, e é bom para o meio ambiente, mas os governos devem pensar em algum subsídio para poder incentivar mais", disse.

Nos Estados Unidos, o movimento começou também com os governos, mas fazendo determinações para as obras nos seus edifícios e seus processos. Hoje, o mercado de utilização de reciclados é uma mistura da crescente conscientização das empresas, dos consumidores e grupos como o Conselho de Prédios Verdes que dá pontuação no seu sistema de certificação Leed para uso de material reciclado

Escrito por Alexandre Spatuzza — Publicado em 11/08/2008

fonte : revista sustentabilidade